terça-feira, 1 de junho de 2010

Vizinhos de cratera na Guatemala reclamam de terreno instável; 300 pessoas vivem na área

Vista da enorme cratera causada por um deslizamento de terra devido à tempestade tropical Agatha, na Cidade da Guatemala; <b>Veja mais fotos da destruição</b>
Vista da enorme cratera causada por um deslizamento de terra devido à tempestade tropical Agatha, na Cidade da Guatemala; Veja mais fotos da destruição



A Procuradoria de Direitos Humanos da Guatemala afirmou nesta terça-feira (1º) que vizinhos do terreno que cedeu na segunda-feira (31), formando uma cratera com cerca de 30 metros de profundidade e 20 de diâmetro na Cidade da Guatemala, já haviam feito reclamações junto às autoridades locais do município sobre a instabilidade do terreno.
De acordo com o procurador Sergio Morales, foram abertas solicitações à companhia de água e a Conrad (Coordenadoria para Redução de Desastre) para apurar se a prefeitura ou demais órgãos conheciam o alto risco da área. As informações são do jornal local "Prensa Libre".
A cratera, aberta com a passagem da tempestade tropical Agatha pelo país, engoliu um edifício de três andares, onde funcionava uma fábrica de roupas. De acordo com a procuradoria, mais de 300 pessoas vivem no entorno do buraco. Morales solicitou às autoridades medidas de emergência para a retirada dessas pessoas para evitar novos desabamentos, além de um levantamento do número de casas em perigo.
Segundo um estudo preliminar da área realizado pela Conrad, o solo é irregular e deslizamentos continuam a ocorrer. Os novos movimentos de terra produzem diversos ruídos, devido ao eco e à profundidade da cratera.

Augusto López Rincón, presidente da associação do bairro onde ocorreu o deslizamento, disse que a causa do acidente foi o movimento constante de caminhões, que trafegam 24 horas por dia no local.
Rincón disse que desde 2003 tenta uma audiência com o prefeito Alvaro Arzu para pedir que os caminhões parassem de trafegar pelo local, mas nunca foi recebido.
Armando Gomez, proprietário da fábrica têxtil engolida pelo buraco, responsabilizou a prefeitura da capital pelo acidente.
Segundo Hector Cifuentes, secretário municipal da Cidade da Guatemala, disse que o conselho da capital nunca recebeu nenhuma reclamação sobre o terreno.

Agatha

A primeira tempestade tropical da temporada 2010 na região do Pacífico causou enchentes e deslizamentos na Guatemala, El Salvador e Honduras. Nos três países, ao menos 150 pessoas morreram e milhares ficaram desabrigadas, segundo autoridades. Embora os dados ainda sejam fruto de análises parciais, o presidente da Guatemala, Álvaro Colom, informou na noite de ontem que o número de mortos no país chegou a 123, enquanto os desaparecidos são 90.
As autoridades trabalham na habilitação do sistema viário do país, que foi seriamente danificado pelas dezenas de quedas de encostas e da cheia dos rios.
Essa situação, segundo Colom, impediu que a Defesa Civil chegasse com prontidão nas comunidades mais afetadas, muitas das quais estão sem água potável e alimentos.
No departamento de Chimaltenango, no oeste do país, um dos mais afetados pela fúria da tempestade", há a confirmação de 60 mortes.




A União Europeia aprovou nesta terça-feira (1º) um auxílio de US$ 3,6 milhões para a compra de alimentos, água, kits de primeiros socorros e demais materiais de emergência para cerca de 100 mil pessoas.
*Com informações de agências internacionais e dos jornal guatemalteco "Prensa Libre"

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